terça-feira, 29 de setembro de 2009

Deu no JB: Novo Choque de Republicanismo


Um novo choque de republicanismo
Fernando Peregrino, Jornal do Brasil
RIO - A história tem o pendor de nos ensinar a entender o presente e de clarear o futuro. Tem também a qualidade de nos lembrar que ela não começa em nós. Nesses tempos difíceis da política brasileira, é sempre bom resgatar biografias de personagens para visualizar o que pode ser construído pelos homens. Sob essa perspectiva, o nosso Estado foi protagonista da história da República brasileira, que marcou o presente e delineia nosso futuro.
O livro Nilo Peçanha e a revolução brasileira (1969) traz à tona uma parte dessa história de luta republicana. Nilo Peçanha: “Um menino da padaria que ascenderia à Presidência da República”, diz o autor do livro, Celso Peçanha. Nascido na cidade de Campos, Norte Fluminense, foi presidente do estado do Rio em 1914, vice-presidente e presidente da República.
Sempre teve em mente que não bastavam os valores democráticos de liberdade, igualdade e fraternidade da Revolução Francesa. Por isso, defendia a ideia da República como expressão da centralidade do povo no processo político; contra o patrimonialismo; pela industrialização do país; pela reforma agrária; pela proteção da empresa local; pela justiça tributária; pela autonomia dos estados federados e contra a exploração de nosso país.
Visões como essas orientaram o desenvolvimento de economias modernas da Europa, dos EUA e do Japão. Suas propostas eram portadoras de um futuro de prosperidade para nosso país, apoiadas nos verdadeiros ideais republicanos. Basicamente o que defendia foi mais tarde empreendido por Vargas.
Para dar conta de seu programa republicano, Nilo Peçanha fez o que em geral a elite política brasileira não costuma fazer: a mobilização popular como instrumento para garantir a sua soberania. Foi assim que fez em 1914 para assegurar sua posse ameaçada pelas oligarquias. Assim como em 1922, em uma campanha memorável para a Presidência da República. Cuidava da organização dos setores médios e populares criando os clubes republicanos como instrumento de luta contra as oligarquias hospedadas no estado, e mais tarde organizou junto com outros líderes a chamada Reação Republicana, contra a velha política do café com leite.
Porém, a República ficou incompleta. Hoje, o que assistimos é a maioria dos políticos servindo-se do Estado; a liberdade de imprensa indo até onde o poder econômico determina; os direitos humanos não serem exercidos nas esquinas por onde perambulam homens e mulheres em estado de miséria; a educação não chega a todos; a saúde ainda é um privilégio de poucos; o desemprego estável; a maioria da juventude afundando-se no consumo das drogas, e a violência urbana às portas da barbárie.
Este artigo é uma modesta reflexão sobre nossa história. Visa lembrar que o nosso Estado tem tradição de luta pelos ideais republicanos. Para isso, o ex-governador Nilo Peçanha apostava no envolvimento direto da população. Recentemente, foi criado em nosso estado algo similar, o Movimento Republicano Popular. Coincidência ou não, por um campista e ex-governador do estado do Rio, Anthony Garotinho. O movimento, à semelhança dos clubes republicanos de Nilo Peçanha, se destina a organizar cidadãos e resgatar nas mentes e corações dos fluminenses os ideais republicanos e o sonho de um estado plenamente desenvolvido em todas as suas regiões.
* Fernando Peregrino é mestre em engenharia de produção pela Coppe/UFRJ e ex-secretário estadual de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro.
23:13 - 28/09/2009

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Nova distribuição da população do Estado do Rio: 2000 a 2009

Talvez tenha passado desapercebido para maioria a importância da alteração da distribuição da população entre a capital e o interior do Estado nos últimos 10 anos.
Segundo dados do IBGE, em 2000, a participação da população da capital era de 41% . Em 2009, regrediu para 39% e o interior elevou-se de 59% para 61%. Em termos absolutos essa alteração representa aproximadamente 320 mil pessoas a menos na capital. Ou seja, é como se uma populacao igual a uma vez e meia a população do município de Volta Redonda fosse retirada da capital.
Como as populações acompanham as oportunidades oferecidas pelo desenvolvimento, a alteração no mesmo período do PIB do Interior de 40% para 53% deve estar na raiz desse fenômeno. A capital vivia o drama do fluxo migratório que vinha do interior, carentes de oportunidades.
Essa nova realidade, reconheça-se; é fruto do programa de integração capital e interior iniciado no Governo Garotinho, onde os investimentos produtivos obedeceram a lógica da distribuição espacial e das vocações regionais.

sábado, 26 de setembro de 2009

Estado do Rio: aumenta a proporção de pobres e miseráveis!

Triste o destino de nosso Estado. Após ter alcançado a posição de segundo PIB per capita do País, entre os anos 2003 e 2006, em pleno Governo Rosinha Garotinho, passa a ser em 2008, o único Estado da Federaçao onde cresceu a proporção do número de miseráveis, aqueles que vivem com menos de US$1,00 por dia, de acordo com o Estudo Atlas do Bolso dos Brasileiros, FGV, publicado recentemente.
E mais, enquanto no período de 1999 e 2006 a média da proporção dos moradores do Estado que estavam nessa faixa de US$1,00 por dia era de 3,8%, entre os anos de 2007 e 2008, passou a ser de 5,4%. Um crescimento de 38%!
O Jornal do Brasil de hoje estampa que o Rio de Janeiro é o último lugar no recebimento de verbas do Bolsa Família!
Dêem suas opiniões.Tirem suas conclusões. Mas que é lamentável, é!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Vejam 38 razões que explicam o desenvolvimento economico do Estado entre 1999 e 2006!

Muitos se perguntam como o Rio de Janeiro conseguiu alavancar seu desenvolvimento economico, gerar emprego e ampliar sua base industrial, a partir do final da década de 90, após um período longo de marasmo iniciado com a própria fusão em 1975. Uma explicação simples para taxas de crescimento acima da média nacional, de menor taxa de desemprego e ter chegado a ser o segundo PIB per capita ( abaixo apenas de Brasilia) está ai no conjunto de leis e decretos - e os respectivos setores economicos beneficiados(indústria, agricultura, comércio e serviços) - propostos pelos Governos Garotinho e Rosinha. Vejam então voces mesmos como esses governos trabalharam pela economia fluminense. Desculpem esse post ser tão grande. Mas a verdade é desse tamanho mesmo:
1) RioPetróleo (Dec. 24.270/99)
Setor beneficiado: Empresas no ramo do Petróleo no Estado do Rio de Janeiro.
2) Moeda Verde - Frutificar (Dec. 26.278/00)
Setor beneficiado: Produtores rurais e agroindustriais, suas associações e cooperativas, no âmbito do Pólo de Fruticultura dos Municípios das regiões Norte/Noroeste Fluminense.
Região beneficiada: Municípios das regiões Norte/Noroeste Fluminense.
3) Programa Luz no Campo (Dec. 26.788/00)
Setor beneficiado: Às concessionárias de energia elétrica executoras dos projetos de eletrificação rural.
4) Setor Pesca (Dec. 26.138/00 e Resolução SEFCON 3.803/00)
Setor beneficiado: Aos estabelecimentos distribuidores de óleo diesel para embarcações pesqueiras.
5) Setor de Call Center (Dec. 26.275/00)
Setor beneficiado: Para as empresas prestadoras do serviço de telecomunicação, utilizado por um centro de atendimento ao cliente (call center) localizado no interior do Estado. Região beneficiada: Interior do Estado do Rio de Janeiro.
6) Setor Cana de Açúcar (Dec. 29.260/01)
Setor beneficiado: Aos estabelecimentos industriais que utilizam cana-de-açúcar produzida no Estado do Rio de Janeiro.
7) Setor de Jóias - Rio Vale Ouro (Dec. 28.940/01)
Setor beneficiado: Para as empresas do Setor de Jóias do Estado do Rio de Janeiro.
8) RioMóveis (Dec.29.365/01)
Setor beneficiado: Empresas do Setor Moveleiro e de Artefatos de Decoração do Estado do Rio de Janeiro.
9) Moeda Verde - Prosperar/Agroindústria (Dec. 30.779/02)
Setor beneficiado: Produtores rurais e agroindustriais e suas diversas formas de organização no âmbito do Estado do Rio de Janeiro.
10) RioTecnologia (Dec.31.079/02)
Setor beneficiado: Empresas do Setor de Desenvolvimento Tecnológico, no Estado do Rio de Janeiro.
11) RioEcoPólo (Dec.31.339/02)
Setor beneficiado: Projetos que tenham por objetivo a adoção de processos de produção ambientalmente corretos; Projetos destinados à transformação de resíduos e despejos em geral em matérias-primas e; Projetos para reutilização de águas no processo produtivo e reciclagem de resíduos em geral.
12) RioNorte/Noroeste (Lei 4.190/03)
Setor beneficiado: Empresas de Atividade Industrial nas regiões Norte e Noroeste do Estado do Rio de Janeiro.
Região beneficiada: Norte e Noroeste do Estado do Rio de Janeiro
13) RioMúsica (Lei 4.175/03)
Setor beneficiado: Empresas de Distribuição de Discos Fonográficos que vierem a ampliar, relocalizar ou instalar suas unidades no Estado do Rio de Janeiro.
14) RioInfo (Lei 4.176/03)
Setor beneficiado: Empresas no Setor de Tecnologia de Informação no Estado do Rio de Janeiro.
15) RioAerotec (Lei 4.181/03)
Setor beneficiado: Empresas, no Setor Aeronáutico, e empresas que se implamtem no sítio do Aeroporto do Galeão, no Estado do Rio de Janeiro.
Região beneficiada: Sítio do Aeroporto do Galeão, no Estado do Rio de Janeiro.
16)RioPortos (Lei 4.184/03)
Setor beneficiado: Empresas Importadoras com domicílio fiscal no Estado, cujas mercadorias sejam desembaraçadas no Estado do Rio de Janeiro e que promovam programas de importação.
17) RioPró-Sepetiba (Lei 4.185/03)
Setor beneficiada: Empresas no ramo de Atividades Portuárias localizadas na área de Influência do Porto de Sepetiba, no Estado do Rio de Janeiro.
Região beneficiada: Área de Influência do Porto de Sepetiba, no Estado do Rio de Janeiro
18)RioInfra (Lei 4.186/03)
Setor beneficiado: Projetos de realização de obras de infra-estrutura a serem realizadas pelas empresas enquadradas pelos Programas Setoriais ou Regionais do FUNDES, desde que aludidas obras atendam aos interesses do Estado e viabilizem o empreendimento objeto daquele enquadramento.
19) Moeda Verde-Frutificar - Projeto Jovens Frutificando no Interior (Dec. 32.811/03)
Setor beneficiado: Jovens agricultores em projetos agrícolas na região em que residam.
20) Moeda Verde - Florescer (Dec. 34.335/03)
Setor beneficiado: Produtores rurais e suas associações e cooperativas, para investimento e custeio de projetos de implantação, ampliação ou renovação de lavouras de flores, plantes ornamentais e medicinas, em sistema irrigado e protegido.
21) Moeda Verde - Cultivar Orgânico (Dec. 34.015/03)
Setor beneficiado: Produtores rurais e suas diversas formas de organização, para investimento e custeio de projetos agropecuários orgânicos.
22) Fabricação de Autopropulsores (Dec. 33.977/03)
Setor beneficiado: Aos fabricantes de autopropulsores.
23)Portos Secos (Dec. 33.978/03)
Setor beneficiado: Às indústrias que vieram a se instalar nos Portos Secos do Estado do Rio de Janeiro.
24)Pólo de Alumínio (Dec. 33.980/03)
Setor beneficiado: Aos estabelecimentos industriais localizados ou que vierem a se instalar no pólo de alumínio do Rio de Janeiro.
25) Empresa Industrial ou Comercial Atacadista - Informática (Dec. 33.981/03)
Setor beneficiado: À empresa industrial ou comercial atacadista estabelecida no Estado do Rio de Janeiro.
26) Empresas de Reparo e Construção Naval e Náutica (Lei 4.166/03)
Setor beneficiado: Empresas voltadas para o reparo e para a construção Naval e Náutica, bem como aquelas fabricantes de equipamentos para a Indústria Naval, Náutica e Petrolífera.
27) RIOLOG - Fomento ao Comércio Atacadista e Centrais de Distribuição (Lei 4.173/03)
Setor beneficiado: Às empresas de comércio atacadista e centrais de distribuição do Estado do Rio de Janeiro.
28) Empresas (Instalação e/ou Expansão) no Porto de Sepetiba (Lei 4.174/03)
Setor beneficiado: Às empresas que vierem expandir ou implantar suas atividades na área de influência do Porto de Sepetiba.
Região beneficiada: Porto de Sepetiba.
29) Reciclagem de Produtos (Lei 4.178/03)
Setor beneficiado: Às indústrias do setor de reciclagem.
30) Setor Têxtil - Aviamento e Confecções (Lei 4.182/03)
Setor beneficiado: Às indústrias do Setor Têxtil, aviamento e de confecções preferencialmente para os seguintes pólos: a) Valença, Petrópolis, Paracambi, Bom Jardim, Maricá, Teresópolis e Friburgo; b) Itaperuna; c) Duque de Caxias, em especial o distrito de Xerém; d) o bairro de Rio Comprido e a aréa denominada SAARA, no município do Rio de Janeiro; e) o distrito de Vilar dos Teles, em São João do Meriti.
31) Refinaria do Norte Fluminense (Decreto 33.934/03)
Setor beneficiado: Às empresas fornecedores de materiais e equipamentos para implantação da Refinaria do Norte Fluminense e sua infra-estrutura.
32) Extração de Petróleo para Exterior (Decreto 33.484/03)
Setor beneficiado: Às empresas de extração de petróleo destinado ao exterior.
33) Indústria Naval, Petrolífera e Náutica (Decreto 33.975/03)
Setor beneficiado: Às empresas Naval, Petrolífera e Náutica.
34) Indústria de Transformação Plástica (Decreto 33.976/03)
Setor beneficiado: Às empresas de transformação plástica.
35) Reciclagem de Produtos Plásticos na Baixada Fluminense (Lei 4.169/03 e Dec. 33.976/03)
Setor beneficiado: Às indústrias de transformação e reciclagem de produtos plásticos, situadas na Baixada Fluminense.
Região beneficiada: Baixada Fluminense.
36) Setor Metal-Mecânico de Nova Friburgo (Lei 4.178/03)
Setor beneficiado: Ao setor metal-mecânico de Nova Friburgo.
Região beneficiada: Nova Friburgo.
37) Setor de Agronegócio e Agricultura Familiar (Lei 4.177/03)
Setor beneficiado: Para as empresas agro-industriais que realizarem investimentos iguais ou superiores a 20.000 UFIR'S-RJ.
38) Programa COMPRA RIO (Decreto nº 35.420/04) - (Convênio ICMS 26/03 e Resolução SER 047/03)
Setor beneficiado: Às empresas estabelecidas no Estado do RJ que fornecem bens, mercadorias ou serviços para Administração Direta do Estado RJ e suas Fundações e Autarquias.
Como se pode observar nas datas de cada um dos decretos e leis, sao de fato 38 razões construidas pelos dois governos e que impactaram fortemente o desenvolvimento economico e social do Estado no período de 1999 a 2006. O resto é propaganda.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A terapia da célula tronco e o Rio de Janeiro

Hoje em dia é muito comum a impressa falar de célula tronco como uma terapia revolucionária para muitas doenças. De fato é uma esperança mesmo, segundo os especialistas. Porém, o que poucos sabem é que as pesquisas sobre o uso de células tronco no Brasil tiveram inicio em nosso Estado, graças ao apoio que o Governo do Estado ( na época Garotinho), através da FAPERJ, deu às primeiras iniciativas da comunidade cientifica, lideradas pelo pesquisador Radovan Borojevic da UFRJ e mais tarde com apoio e colaboração do médico Hans Dohmann, na época diretor cientifico do Instituto Pró-Cardíaco, em Botafogo. Lembro-me da recuperação dos primeiros cardíacos ( inicio dos anos 2000) condenados a um transplante e todas as consequencias e altos riscos. Eram 13 pessoas que se dispuseram a receber e receberam com sucesso o tratamento de regeneração de suas células do coração através de células tronco extraídas de sua medula óssea.
Como a memória em geral é fraca, muitos pensam que a tecnologia foi desenvolvida pioneiramente em outro Estado ou mesmo em outros países.
Fica o registro histórico ai. E a lição de que o Rio de Janeiro não tem apenas turismo, samba e petróleo entre suas riquezas. O Rio de Janeiro sabe também produzir tecnologia que é, nada mais, nada menos, o insumo principal do século XXI. E nesse ponto, também recebeu apoio dos governos Garotinho e Rosinha.
Em breve contarei mais casos como esses. Aguardem.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Um economista com visão distorcida

Com todo respeito ao economista Mauro Osório, sempre presente na grande mídia, sobretudo quanto esta quer falar mal dos governos Garotinho e Rosinha, mas diante de seu artigo na Revista do CREA-RJ de agosto/setembro de 2009, não me contive, foi longe demais. Como a revista é voltada para colegas engenheiros, senti-me no dever de polemizar. Eis algumas pérolas do economista: " ...de dois anos para cá [esse é o periodo que exclui os dois governos anteriores] o Rio começou a apresentar dados mais proximos da média nacional em emprego..." . Ora, ora, o Rio de Janeiro, de acordo com a pesquisa de emprego das 9 regiões metropolitanas (IBGE) , ao longo dos ultimos anos, incluídos os governos Garotinho e Rosinha, sempre ficou disputando com o Rio Grande do Sul a menor taxa de desemprego (veja o Gráfico). Na entrevista, o economista induz o leitor a pensar que foi o governo atual que atraiu os investimentos que mudaram a base industrial do Estado, a exemplo da ThyssenKrupp (CSA), o COMPERJ e o Complexo do Açu. Com naturalidade, esqueceu que o Pólo Gás-quimico, projeto que ficou na gaveta por 10 anos e foi retirado dela pelo ex-governador Garotinho, mudou o paradigma da indústria de plástico. O Estado era importador da materia-prima plástica, e hoje a exporta e desenvolve um importante cluster na baixada fluminense de empresas que a utiliza como insumo. Esqueceu também, o ilustre economista, que foram os dois governos anteriores, e nao o atual, que atrairam investimentos da AMBEV, da MICHELLEN, da ampliação da CSN, da GERDAU, da Votorantin, ATL, TELEMAR, L' Óreal, Ranbaxy, SCHUTZ, Pernod Ricard, Cerverjaria Meyerfreud, Cintra, entre tantos outros investimentos industriais, que somaram R$45bilhões de 1999 a 2005, e mais de 40 mil empregos diretos, segundo a CODIN. Esqueceu também, que foi no Governo Garotinho que o setor naval foi reaberto; estava totalmente fechado no final da década de 90. Apenas nesse setor, que mais tarde recebeu apoio do Governo Lula, foram recriados mais de 100 mil empregos, graças a uma forte politica de incentivo fiscal. Vale lembrar também que essa politica de incentivo fiscal foi engavetada pelo secretário atual e economista, um conhecido liberal, fato esse que tem dificultado a manutençao ou ampliação dessa sólida e diversificada base industrial do Rio de Janeiro. Finalmente, se nada disso convencer o economista, só resta pedir para nao agredir os fatos, ou perguntar aos próprios empresarios investidores, a começar pelo Grupo Thyssen Krupp sobre a politica economica e de geração de emprego dos governos anteriores que tanta e reiteradamente procura criticar.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Nilo Peçanha e os estados federados


Aproxima-se o dia 15 de novembro. É hora de visitar a história da república. A luta pela sua implantação em nosso País mobilizou desde a classe média até às camadas populares. Quanto às oligarquias tudo era apenas uma questao de trocar a monarquia por outro regime. Um dos fluminenses mais importantes nessa luta foi o ex-presidente do Estado do Rio e do Brasil, Nilo Peçanha. Nascido em Campos, no final do século XIX, Nilo via na república muito mais do que as palavras de ordem da revolução francesa, liberdade, fraternidade e igualdade. Para ele a república traria o desenvolvimento da indústria local, a educação, o federalismo e a justiça tributária. Nada mais atual para o Rio de Janeiro. Sobretudo nessa hora em que nossas riquezas, como a do pré-sal, ameaçam virar simplesmente pó. Desde a fusão que previa compensação ao novo Estado, o Rio se debate contra manobras que lhes subtraem mais ainda suas riquezas: o ICMS do Petróleo que é recolhido no destino, a renda dos funcionários e orgãos públicos que se mudaram para Brasilia, os 17% de impostos que recolhe todos os anos e remete à União, retornando apenas 1%, entre outros. Quando os ex-governadores Garotinho e Rosinha empunharam a bandeira de defesa dos interesses do Estado do Rio de ser maior produtor de petróleo, entre eles a Refinaria (hoje chamada de COMPERJ) e concederam incentivos fiscais para a atração da CSA, AMBEV, MICHELEN, entre outros, parte da elite fluminense desconheceu esse esforço. Quando Nilo Peçanha rebelou-se contra o desequilibrio federativo que privilegiava Sao Paulo e Minas Gerais, com certeza a aristocracia tratou ele do mesmo modo. Porém, hoje, o Estado tem uma base industrial diversificada e em expansao espalhada pela capital e pelo interior.

domingo, 20 de setembro de 2009

A falta que faz Darcy!


Quando a PNAD/2008 traz a informação de que somos um país com mais de 10% da população formada de analfabetos, lembramos do saudoso Darcy Ribeiro e sua saga pela educação do povo brasileiro, junto com Brizola.
Essa foto, tiramos em cima de um caminhão do exercito cubano, em fevereiro de 1992, quando fomos a aquele país trazer cientistas para a nova Universidade do Norte Fluminense, a UENF. Nosso hotel foi tomado pelas aguas de um maremoto, por isso fomos retirados desse modo.
Nossa delegação era formada por ele, secretário de educação, pelos professores da UFRJ, Wanderley de Souza, sua esposa e Nilton Rocha Leal e eu Presidente da FAPERJ.

Saiba porque morrem 34 mil crianças no mundo por dia!

O filme abaixo é uma aula sobre como o capital financeiro domina o mundo e as mentes das pessoas. Explica como fraude a criação do dinheiro, como o opera o Banco Central dos EUA , os demais bancos e o sistema financeiro do mundo e, claro, o do Brasil.
Segundo os autores dessa importante obra didática sobre economia contemporanea, a crise recente do capitalismo mundial, que ocorreu a partir de 2008, tem como origem a própria geração do dinheiro nesse sistema. Não é uma crise conjuntural do capitalismo. Capitalismo esse que mata ( de fome 34 mil crianças por dia) e que cria uma desigualdade cronica em países dependentes de dívidas ( veja o caso do Brasil aqui mesmo). Todos nós trabalhamos para os Bancos, afirmam seus autores, sem qualquer radicalismo, porque trabalhamos para pagar dívida.
Nao deixe de ver. São 12o minutos ele completo, mas em 20 minutos você já fica sabendo quem você é: um escravo do sistema financeiro.

http://www.zeitgeistmovie.com/add_portug_brazil.htm

Saneamento e Desemprego: o Estado do Rio piora

Ainda segundo a PNAD/2008, o Estado do Rio teve queda na taxa de domicilios com acesso a saneamento básico entre 2007 e 2008, passou de 91% para 88,7%! Lamentável.
Quanto à taxa de desemprego, o Rio caiu no ranking nacional, tinha a menor junto com o Rio Grande do Sul até 2006, passou agora a ficar acima da média nacional. Lamentável também.

sábado, 19 de setembro de 2009

O Brasil é um país cronicamente desigual

A PNAD/2008 radiografou com precisão a incapacidade do País soltar suas amarras em direção ao seu pleno desenvolvimento. Como pode uma Nação ainda ter 10% de sua população acima de quinze anos analfabeta? Ou mais de 20% analfabeta funcional, ou seja, de cada 10 pessoas, duas lêem um texto mas nao entendem o que o texto disse.

Apenas 10% da populaçao possui curso superior, enquanto os países da OCDE esse fração é superior a 50%. Pelo jeito nao é de discurso a favor da educação que o Brasil precisa, mas de ações práticas. Alguns governantes tentaram, mas a maioria impede grande investimentos em educação. Só resta então uma explicação: a maioria daqueles que mandam ou influenciam as decisões do país preferem o povo assim, inculto e despreparado. Considerando que o trabalhador despreparado produz menos, estamos diante de um paradoxo? Não, eles ganhamos muito com o povo assim. Para que então instruí-lo. Vide a desigualdade da distribuição de renda apontada pela própria PNAD e o aumento dos lucros dos bancos. Lamentável.